terça-feira, 9 de setembro de 2008

08/09: Ibovespa - Agora são as commodities!!!

Tudo indicava um dia de expressiva recuperação. Mas, após um brevíssimo instante de euforia, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) embicou para baixo, pressionada pela queda das commodities, buscando nova mínima em mais de um ano. O Ibovespa, principal índice do mercado, caiu 2,35%, para 50.717 pontos, o menor patamar de fechamento desde 21 de agosto de 2007. O giro financeiro somou R$ 5,15 bilhões. A perda acumulada em 2008 já superou 20% No final, o anúncio de socorro do governo dos Estados Unidos às agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac , que estão no centro da crise imobiliária naquele país, favoreceu Wall Street. Na Bolsa de Valores de Nova York, o índice Dow Jones subiu 2,59%. "Foi bom lá. Mas isso contribuiu para a alta do dólar, que derrubou as commodities, o setor mais importante da Bovespa. Fomos pegos pela porta dos fundos", resumiu Miguel Daoud, sócio da consultoria Global Financial Advisor. Esse quadro foi ilustrado por Petrobras, carro-chefe da Bovespa, que despencou 5%, para R$ 30,26. O mesmo se deu com o setor de mineração e siderurgia, tendência liderada por Vale, desabando 3,46%, para R$ 34,85. Não bastasse isso, o índice ainda foi pressionado por quedas pontuais. Uma delas BM&F Bovespa, com baixa de 5,8%, a R$ 10,17. A Cesp foi a mais castigada da carteira, com um declínio de 8,8%, a R$ 20,69. Jornais veicularam no final de semana que as conversações entre os governo paulista e federal para viabilizar a privatização da geradora de eletricidade naufragaram. Entre as poucas altas do dia, apareceram os setores financeiro e imobiliário, exatamente os mesmos que puxaram os ganhos de Wall Street. O Bradesco subiu 2,15%, para R$ 30,90. Melhor do índice, Cyrela avançou 4,96%, a R$ 19,05. Isoladamente, Redecard subiu 1,87%, a R$ 27,30. A administradora de cartões de crédito convocou para a próxima semana uma reunião de acionistas para votar a proposta de transferência da sede da companhia da capital paulista para Barueri. Se aprovada, a mudança implicará numa redução dos gastos com Imposto Sobre Serviços (ISS), de 5% para 2%. Em relatório, o Unibanco avaliou que a transferência trará resultados positivos para a companhia.

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