sexta-feira, 17 de outubro de 2008

17/10 - SOJA: PREÇO EM CHICAGO SOBE E VOLTA A SE APROXIMAR DE US$ 9,00/BU


Os preços da soja interromperam o movimento de queda e voltara a fechar em alta na Bolsa de Chicago. Diante um mercado que aproveitou para cobrir posições com os baixos níveis atingidos, as compras especulativas deram suporte para as cotações nesta sexta-feira, juntamente com alguns fundamentos e o desempenho positivo de outros mercados. Os preços da soja para novembro tiveram ganhos de 27 cents e fecharam a US$ 8,94. Já as entregas de dezembro para o farelo subiram US$ 6,20 e terminaram o dia a US$ 258,20 por tonelada curta, enquanto o óleo subiu 5 pontos para 35,50 cents por libra. A alta nos mercados de ações de petróleo abriram as portas para a recuperação dos preços da soja, com o suporte das exportações americanas, que vieram bem acima das expectativas do mercado. Segundo o analista Joe Victor, da Allendale Inc., o resultado de hoje mostrou que os fundamentos voltaram a influenciar os preços da soja em Chicago, algo que não ocorria há algum tempo. Com o suporte dos fundamentos, os preços da soja voltaram a se aproximar da barreira psicológica dos US$ 9,00, o que reduziu as perdas acumuladas ao longo da semana. Além dos bons números de exportação dos Estados Unidos, que mostraram um aumento da demanda, os operadores voltaram a falar que a produtividade na safra americana ainda pode ter prejuízos. Além disso, as cotações da soja também foram beneficiadas pela alta de quase 3% nos preços do petróleo. De qualquer forma, os operadores continuam atentos à volatilidade do mercado financeiro e seus reflexos sobre as commodities agrícolas. Hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou que as exportações semanais de soja foram de 1,028 milhão de toneladas até a semana encerrada no dia 9 de outubro. O número supera as expectativas do mercado, que esperava por um volume entre 500 mil e 800 mil toneladas de soja. Os embarques de farelo também superaram as previsões e somaram 245,5 mil toneladas, para uma expectativa que variava entre 100 mil e 150 mil toneladas. No caso do óleo, o mercado esperava um número de exportação entre zero e 15 mil toneladas, mas o dado do USDA mostrou que foram vendidas ao exterior 16,1 mil toneladas. As informações são da Dow Jones.


Fonte: Broadcast

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