quinta-feira, 9 de outubro de 2008

09/10: Ibovespa – O mercado cede no final

O dia até que começou bem, mas o cenário não é nada agradável. Diante da recessão global que esta batendo na porta de cada país, da falta de credito principalmente nos EUA e agora na Europa e a falta de confiança entre os agentes financeiros foram fatores suficientes para que as bolsas fechassem com nova baixa.
Após subir 4,89%, aos 40.479 pontos, na máxima, pela manhã, o Ibovespa encerrou a jornada em baixa de 3,92%, aos 37.080,30 pontos - após bater 36.832 pontos, na mínima (-4,56%). O patamar de fechamento é o menor desde 3 de outubro de 2006 (36.437,55 pontos). O volume financeiro desta quinta-feira somou R$ 5,539 bilhões.
O índice Dow Jones teve sua terceira maior queda em pontos de todos os tempos e fechou no nível mais baixo desde 21 de maio de 2003, aos 8.579,19 pontos, em queda de 7,33% (-678,91 pontos). O S&P-500 fechou no menor nível desde 1º de maio de 2003: em baixa de 7,62%, aos 909,92 pontos. O Nasdaq Composite cedeu 5,47%, aos 1.645,12 pontos - nível mais baixo desde 1º de julho de 2003. Esta quinta-feira completou-se exatamente um ano deste que o Dow e o S&P-500 fecharam em níveis recorde, o Dow em 14.164,53 pontos e o S&P-500 em 1.565,15 pontos. Nesses 12 meses, o Dow acumula uma queda de 39,43% e o S&P-500, uma perda de 41,92%.
Também ajudou um pouco no início dos negócios a informação de que o Departamento do Tesouro dos EUA pode assumir participações em muitos bancos do país para restaurar a confiança do sistema financeiro, segundo publicou o jornal The New York Times, que atribuiu a informação a autoridades do governo, não identificadas. Mas a melhor pouco durou.
O desempenho das ações da General Motors e do Morgan Stanley também pesou sobre as bolsas em Nova York hoje. Os papéis da montadora despencaram 30,68%, a US$ 4,76, preço mais baixo pelo menos desde 1950, segundo o Centro de Pesquisas sobre Preços de Ações da Universidade de Chicago. A queda foi atribuída à deterioração da perspectiva das montadoras e à ameaça de mais rebaixamentos de ratings; as ações da Ford recuaram 21,05%. Participantes do mercado já começam a se preocupar de que o setor automobilístico pode ser a próxima vítima da crise de crédito, em razão do elevado custo de financiamento e desaquecimento do consumo.
Morgan Stanley caiu 25,89%, em reação a seu informe preliminar de resultados. Os investidores também seguem analisando os desdobramentos da injeção de capital da instituição financeira japonesa Mitsubishi UFJ Financial no banco.
Acompanhe abaixo o desempenho de algumas ações e índices:


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