quinta-feira, 6 de novembro de 2008

06/11 - Ibovepa: A festinha acabou!!! A crise esta de volta???

Ainda tem muito para o presidente Bush contornar, antes de liberar seu "trono" e "aliviar" sua situação diante dos americanos. Caso não consiga, o mercado não irá perdoar e não temos como esperar dias melhores (quero dizer, mercado com tendência de alta) e novas baixas ou pelo menos muita volatilidade irá perdurar nos pregões ao redor do globo.
O dia começou agitado com o Banco Central Inglês cortando 1,5% da taxa de juros para 3,0% aa e amenizando até então o pessimismo do mercado internacional. Foi o maior corte desde 1981, e a taxa está agora no seu menor nível desde a década de 1950. Segundo o BOE,(Banco Central da Ing a disponibilidade de crédito deverá continuar "restrita por muito tempo". Um trader do mercado disse "O investidor acabou interpretando que, se o corte do juro é grande, o problema também é", disso. O único lado bom é que os players sentiram o comprometimento do Banco Central da Inglaterra com a necessidade do mercado. Mais tarde, o BCE, (Banco Central Europeu), cortou em 0,50% a taxa de juro na zona do Euro para 3,25%aa, o que já não foi suficiente nem mesmo para amenizar as quedas que acompanhavam as bolsas desde cedo.
Nos EUA, as bolsas acompanham a Europa e acompanhou a agenda financeira sem muito entusiasmo com os números que foram divulgados. Acompanhe abaixo:
1. Auxílio Desemprego: recuou 4 mil auxílios (expectativa era inalterada);
2. Taxa de Desemprego: subiu 0,1% para 2,9%, o maior nível desde fevereiro de 1.983;
3. Produtividade da mão de obra: cresceu 1,1% no trimestre (era esperado +0,4%).
As bolsas americanas fecharam com quedas acentuadas. O índice Dow Jones recuava 3,76% depois de atingir a mínima com 4,97% de queda e o S&P500 com queda de 5,11%.

Analisando o comportamento das empresas, o cenário não é nada interessante, confira:
1. A varejista Cisco projetou que sua receita poderá cair em até 10% no atual trimestre, justamente por causa do declínio econômico global;
2. A produtora chinesa de alumina e alumínio Chalco, anunciou hoje cortes de produção superiores a 30%;
3. A siderúrgica alemã Salzgitter também divulgou corte de 30% de sua produção;
4. A Toyota divulgou que seu lucro recuou 70% no último trimestre para o pior nível desde abril de 2002;
A Thomson Reuters disse que as vendas de mesmas lojas como um todo deverão recuar 0,3%, no que seria o pior desempenho desde que a agência começou a acompanhar as divulgações das varejistas, em 2000.
Esse panorama sombrio voltava a pressionar as cotações das commodities. O barril do petróleo cedeu para a US$ 60,70 com 7% de baixa e, de carona, Petrobras tinha baixa de 5,57%, para R$ 22,90.
No Brasil a ata do Copom sinalizou que o juros devem permanecer inalterados, a crise deve aumentar a pressão inflacionária (apesar do BC manter a taxa de 4,5% para 2.009) e que o BC atuará de acordo com o desenrolar da crise.
A Bolsa doméstica terminou o pregão em baixa de 3,77%, aos 36.361,91 pontos, depois de oscilar
entre a mínima de 35.387 pontos (-6,35%) e a máxima de 37.786 pontos (estabilidade). Com o
resultado de hoje, o índice passou a acumular queda em novembro, de 2,4%. No ano, o desempenho está negativo em 43,08%. O giro financeiro totalizou R$ 3,969 bilhões.

Confira abaixo o desempenho de algumas ações da Bovespa e de alguns índices internacionais: (até 18:00)

Acompanhe abaixo a agenda financeiro para os EUA para amanhã:

FMI rebaixa previsão de crescimento mundial para 2008 e 2009

O FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu nesta quinta-feira suas previsões de crescimento mundial para 2008 e 2009. A queda, causada pela crise financeira global, será puxada especialmente pelos países desenvolvidos, que para o órgão terão retração pela primeira vez desde 1945.

Segundo a instituição, o crescimento em 2008 será de 3,7%, ante previsão anterior de 3,9%. Já para 2009 a alta deve ser de 2,2%, contra 3% da previsão anterior --que foi divulgada há apenas um mês.

O informe especial indica que o conjunto dos países desenvolvidos terão retração no PIB (Produto Interno Bruto) de 0,3% em 2009. "Se trata da primeira contração anual desde o pós-guerra, embora a queda seja comparável em magnitude com as que ocorreram em 1975 e 1982", informou o FMI em um comunicado.

Uma das quedas mais pesadas esperadas pelo FMI é a dos Estados Unidos. Segundo o órgão, o país que é o cerne da atual crise financeira global terá retração no PIB de 0,7% em 2009 --na previsão anterior, a previsão era de crescimento de 0,1% para o país.

No mesmo período a zona do euro terá recuo de 0,5%. Na previsão anterior, o FMI apostava em crescimento de 0,2%. Para o órgão, a França deve também entrar em recessão em 2009, com uma retração da atividade de 0,5%, contra o crescimento de 0,2% previsto anteriormente. O país mais afetado pela crise deve ser o Reino Unido, com 1,3% de contração da atividade em 2009.

"As perspectivas para o crescimento mundial pioraram nos últimos meses, com a continuidade do movimento de endividamento do setor financeiro e a queda da confiança dos produtores e consumidores", explicou o Fundo, atualizando suas Perspectivas econômicas mundiais.

Segundo ele, os dados "pedem uma nova política de retomada". "Nas economias avançadas, o Fundo prevê que a produção vai diminuir no ano 2009, a primeira queda deste tipo no período pós-guerra", continuou a instituição.

Para as economias em desenvolvimento, o FMI prevê um crescimento de 5,1% para 2009, contra 6,1% previstos há um mês. A China deve continuar sendo um dos motores do crescimento mundial, com 8,5% em 2009.

Na América Latina, o crescimento previsto para 2009 é de 2,5%, ou 0,7 ponto percentual mais baixo do que na previsão anterior. A queda da previsão para 2008 foi menor, de apenas 0,1 ponto --de 4,6% para 4,5%. As apostas sobre o Brasil se mantiveram estáveis em 5,2% para 2008 e caiu de 3,5% para 3% em 2009.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

05/11 – Ibovespa: Dia de realização de lucros e vitória de Obama

O dia foi de realização de lucros iniciadas na Europa, alcançando os EUA e atingindo o Brasil em cheio. A vitória do democrata Barack Obama já havia sido precificada pelo mercado e não afetou os mercados hoje. Nos mais, a agenda não foi benéfica para o mercado, siga abaixo:
- EUA: demissões de outubro: +78% acima de outubro de 2007 e 19% maior que setembro;
- EUA: Vagas criadas no setor privado: -157 mil contra expectativa de -100 mil:
- ISM – Índice de atividade do setor de serviço: 44 contra expectativa de 47 e 50,2 de setembro.
E a ArcelorMittal dobrou, de 15% para 30%, sua intenção de corte na sua produção global no quarto trimestre deste ano para adequar a oferta de aço à redução da demanda. As notícias ruins, também na Europa, reforçaram a realização de lucros nas bolsas ocidentais. Na Europa, o índice de gerentes de compra de atividade do setor de serviços para a zona do euro mostrou contração em outubro, para 45,8, o menor nível já registrado nos dez anos de história da pesquisa. No Reino Unido, o setor de serviços registrou em outubro a maior contração em 12 anos em sua atividade, acentuando as apostas de que o Banco da Inglaterra poderá cortar o juro amanhã em até 1 ponto porcentual.O banco francês BNP Paribas teve queda de 56% no resultado do 3ºTRI e suas ações caia de forma acentuada. Já a produção do setor de manufatura no Reino Unido caiu pelo sétimo mês seguido em setembro, em 0,8%, superando a previsão dos economistas de retração de 0,3%. É a maior retração desde fevereiro de 2007 e o sétimo mês seguido de desaceleração - período mais extenso de queda na produção de manufatura desde 1980. Foi divulgada ainda queda nas vendas no varejo da zona do euro de 0,2% em setembro ante agosto e de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto economistas esperavam queda de 0,3% na comparação mensal e de 2,3% em base anual.
Na Bovespa, as ações trabalhavam com realização de lucros principalmente os bancos e as siderurgias. A Petrobras que apresentou bom desempenho nos últimos dias deve apresentar lucro líquido no trimestre entre R$ 11 bilhões e R$ 13 bilhões na próxima terça-feira. As projeções favoráveis levam em conta os bons resultados anunciados nos últimos dias pelas petrolíferas no exterior.

O Ibovespa terminou o pregão em baixa de 6,13%, aos 37.785,66 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 37.711 pontos (-6,32%) e a máxima de 40.245 pontos (-0,02%). No mês,
acumula alta de 1,42% e, no ano, perdas de 40,85%. O volume financeiro totalizou R$ 4,536 bilhões.

Acompanhe abaixo o desempenho das principais ações da Bovespa e índices internacionais:

Confira abaixo a agenda nos EUA para o dia 06/11:

terça-feira, 4 de novembro de 2008

04/11: Ibovespa – O Retorno

O Ibovespa voltou a atuar acima dos 40 mil pontos e fechou com alta de 5,24% a 40.254 pontos. O índice futuro atingiu 41 mil pontos redondos com alta de 5,13%, oscilando entre a mínima de 39.650 pontos e a máxima de 41.750 pontos. Nos dois primeiros pregões do mês, acumulou ganhos de 8,05%. Em 2008, no entanto, as perdas totalizam 36,99%. O giro financeiro hoje totalizou R$ 5,48 bilhões.
O dia foi calmo com destaque para a eleição nos EUA. As bolsas européias subiram pelo sexto dia seguido e no Brasil foi notado o retorno do investidor estrangeiro e zeragem de posições vendidas que contribui para o bom desempenho da Bovespa que registrou várias altas com desempenho acima de dois dígitos.
Nos EUA, a eleição presidencial não influenciou o mercado e o discurso do novo presidente é que poderá ditar o ritmo dos negócios nos pregões futuros. Ainda em Wall Street, o Tesouro poderá começar a utilizar mais recursos do fundo de US$700 bilhões para comprar participações em seguradoras de bônus e empresas de finanças especializadas.
Na Bovespa, as ações das siderúrgicas, Petrobrás e Vale, amparadas pelo bom desempenhos das commodities tiveram bons desempenhos. No setor bancário, o Unibanco e o Itaú tiveram outro bom desempenho, mas as atenções ficaram para o Banco do Brasil que de acordo com algumas fontes estaria com negociações avançadas para adquirir a Nossa Caixa. O BB registrou alta de 17,25%, a Nossa Caixa ON foi a terceira maior alta, com ganho de 13,86%, Itaú PN avançou 4,84% e Itaúsa PN 6,56%, Bradesco PN 3,17%, Unibanco units, 6,01%. No setor siderúrgico, a Gerdau foi o destaque fechando com alta de 13,70% com a expectativa de que seu lucro cresça 49% acima maior que o do mesmo trimestre do ano anterior.
Acompanhe abaixo o desempenho de algumas ações e índices:



quarta-feira, 29 de outubro de 2008

28/10 - MILHO: CHICAGO FECHA EM LEVE ALTA COM RELATÓRIO DO USDA

Os preços do milho tiveram alta moderada na Bolsa de Chicago (CBOT) hoje. Os contratos com vencimento em dezembro encerraram o dia cotados a US$ 3,9075/bushel, um ganho de 5,50 cents ou 1,43%, depois de uma escalada a US$ 4,07/bushel no começo dos negócios. O mercado foi sustentado pela revisão dos números do último relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos(USDA), nesta manhã, e pelo bom desempenho de outros ativos. O órgão reduziu sua estimativa para a safra doméstica de milho em 2008/09, de 12,2 bilhões de bushels (309,88 milhões de toneladas) para 12,033 bilhões de bushels (305,63 milhões de toneladas). No entanto, a valorização do grão foi considerada modesta, especialmente porque os mercados de ações e commodities também tiveram ganhos, abrindo espaço para uma alta significativa. Para Chad Henderson, analista da Prime Agricultural Consultants, as preocupações com o enfraquecimento da demanda sobrepuseram-se ao efeito positivo do relatório. "Embora o relatório de hoje seja altista para o milho, acreditamos que o ambiente segue baixista, uma vez que o declínio do petróleo representa um importante favor de pressão sobre os preços", afirmou David Driscoll, analista do Citigroup.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

28/10 - Boi Gordo: Bm&f volta a ceder, e indicador Esalq recua R$1,17

Mercado físico de boi gordo segue pressionado. Frigoríficos se mantêm fora das compras, na tentativa de pressionar as cotações da arroba. Em São Paulo, a arroba é cotada a R$90,00, à prazo, para descontar o funrural. Dentre as praças paulistas é possível observar uma oscilação de até R$2,00 para baixo. A estratégia dos frigoríficos é reduzir as escalas de abate para pressionar os preços, visto a redução drástica das exportações. Na região de Goiânia, arroba é cotada a R$84,00, à prazo, para descontar o funrural, no sul de Goiás, a arroba vale R$83,00, à prazo, livre do funrural. No Mato Grosso, a arroba vale R$82,00, à prazo, para descontar o funrural. Mercado atacadista ficou estável, e com oferta reduzida.
Na Bm&f, o vencimento de outubro cedeu 24 centavos, cotando a arroba a R$ 88,88. A arroba pra novembro caiu 121 centavos e fechou os negócios valendo R$ 85,75, o vencimento de dezembro se desvalorizou 91 centavos e fechou a R$ 85,87.
O mercado de boi, na Bm&f, teve um dia de queda, na contramão dos mercados financeiros que viveram um dia de expressivas altas, o mercado futuro de boi gordo segue pressionado pelas exportações em decadência e o receio quanto ao excesso de oferta no mercado interno.

27/10 - Soja: Mesmo com crise, demanda volta a puxar preços em Chicago

Os preços da soja tiveram um dia de forte recuperação no pregão desta segunda-feira, na Bolsa de Chicago. O mercado encontrou suporte no relatório de inspeções de exportação dos Estados Unidos e na demanda internacional, que ainda segue aquecida. Os contratos com vencimento em novembro fecharam o dia a US$ 8,93 por bushel, com ganhos de 29,5 cents, depois de atingir uma máxima de US$ 9,00 e mínima de US$ 8,70 ao longo do dia. As entregas de janeiro foram ajustadas a US$ 8,9725 por bushel, com valorização de 30,5 cents.
As inspeções americanas dispararam, superando o nível máximo das expectativas do mercado. Os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostraram que as inspeções da semana encerrada no dia 23 de outubro foram de 40,963 milhões de bushels (1,11 milhão de toneladas), volume quase 60% superior ao registrado na semana anterior. Os analistas do mercado esperavam por um volume entre 28 milhões (760 mil toneladas) e 40 milhões de bushels (1,08 milhões de toneladas).
“Há uma demanda maior do que nós esperávamos anteriormente. Só não há nenhum movimento de produtores interessados em vender”, disse um operador de Chicago. De acordo com os operadores, o mercado pode assistir um spread entre os contratos de novembro e janeiro, a favor do mais curto, caso as empresas não aumentem seu abastecimento. O spread a favor do contrato janeiro que era de 17 cents recuou para 2 cents, mas fechou o pregão de hoje com menos de 4 cents. As informações são da Dow Jones.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

27/10 - Boi Gordo: Cotações reagem na Bm&f

Mercado físico de boi gordo começa a semana com baixo volume. Frigoríficos estão fora das compras, preenchendo as escalas com bois próprios, os mercados vive um momento de dualidade, as perspectivas de menor demanda por carne e as dificuldades em exportar trazem um tom baixista ao mercado, porém a oferta restrita e o histórico processo de valorização da arroba com a alta do dólar fazem com que pecuaristas retenham o gado. Campo Grande, sudoeste do Mato Grosso e Santa Catarina tiveram recuos na arroba. Em São Paulo, os preços da arroba variam entre R$88,00 a arroba, a prazo, para descontar o funrural, e R$90,00, a prazo, livre do imposto. No atacado, as cotações do corte traseiro e dianteiro ficaram estáveis.
Na Bm&f, o vencimento de outubro subiu 67 centavos, cotando a arroba a R$ 89,12. A arroba pra novembro subiu 66 centavos e fechou os negócios valendo R$ 86,96, o vencimento de dezembro se valorizou 26 centavos e fechou a R$ 86,78.
O mercado de boi, na Bm&f, teve um dia de recuperação, apesar da turbulência no mercado financeiro, as cotações da arroba tiveram um bom desempenho, já que os fundamentos do mercado seguem indefinidos, visto a baixa oferta de gado e demanda interna aquecida, pesa contra a restrição nas exportações e o temor quanto ao tempo que irá durar a demanda interna.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

24/10 - Boi Gordo: Recessão mundial arrasta as cotações do boi

Mercado físico de boi gordo fechou a semana com poucos negócios. Frigoríficos tentam pressionar as cotações e fizeram ofertas até R$4,00 abaixo, porém nessas condições os pecuaristas relutam em entregas o gado. A pressão baixista se mantém graças as condições adversas do mercado financeiro. Em algumas praças pesquisadas, a arroba se valorizou, é o caso do Rio de Janeiro que cotou a arroba a R$ 90,00, à prazo, para descontar o funrural, alta de R$1,00, em Santa Catarina, onde a valorização foi a mesma e a arroba saiu a R$93,00, à prazo, para descontar o funrural. No atacado paulista, o corte traseiro é cotado a R$ 6,50/kg, e o dianteiro a R$ 4,60/kg.
Na Bm&f, o vencimento de outubro cedeu 52 centavos, cotando a arroba a R$ 88,45. A arroba pra novembro caiu 216 centavos e fechou os negócios valendo R$ 86,30, o vencimento de dezembro se desvalorizou 186 centavos e fechou a R$ 86,52.
O mercado de boi, na Bm&f, teve mais um dia de forte queda. A turbulência do mercado financeiro continua trazendo cautela aos investidores, que optam por sair das commodities, uma vez que a possibilidade de forte recessão deve gerar uma queda na demanda mundial.



24/10 (Manhã) - MILHO: PARANÁ DEVE REPETIR PRODUÇÃO DA SAFRA VERÃO DE 2006/07

Maior produtor de milho primeira safra, o Paraná desacelera a produção neste ano e deve repetir os resultados obtidos em 2006/07. A expectativa é da Secretaria de Agricultura do Estado, que ontem divulgou nova estimativa de produção. Para a safra verão, o Paraná projeta uma colheita de 8,780 milhões de toneladas, 10% menor que a produção de 2007/08 e praticamente a mesma de 2006/07, de 8,638 milhões de toneladas. Com 82% da área já semeada, os produtores paranaenses devem plantar com milho um total de 1,289 milhão de hectares, área 7% menor que a cultivada na safra passada e 1% inferior à do ciclo 2006/07. Os preços em queda do cereal, sem demanda para exportação, e custos de produção elevados limitaram o investimento também em tecnologia. O Departamento de Economia Rural prevê um rendimento de 6.810 quilos de milho por hectare contra 7.064 kg/ha na safra anterior e 6.601 kg/ha em 2006/07. Nos últimos anos, os produtores do Paraná têm priorizado o plantio da soja no verão, deixando para investir no milho safrinha, plantado no inverno. A safrinha 2009, dizem os técnicos, ainda é uma incógnita, pois dependerá dos preços do milho no primeiro semestre do próximo ano. De qualquer forma, o plantio antecipado da soja no Paraná, favorecido pelo clima, abre a possibilidade de cultivar a safrinha a partir de fevereiro, em condições climáticas mais favoráveis e, portanto, com menor risco. Quanto à comercialização, os agricultores do Estado têm negociado o produto num ritmo mais lento neste ano. Como estão capitalizados, evitam ofertar grandes volumes ao mercado e, assim, deprimir ainda mais os preços. O Deral informa que 52% da safrinha deste ano foi comercializada até a última segunda-feira (20).

Preços oscilam pouco em dia fraco de negócios

A forte oscilação do câmbio nesta quinta-feira desestimulou os negócios com milho no mercado interno. Na maioria das praças de comercialização, os corretores apenas sinalizaram preços. No Paraná, comprador oferece entre R$ 18 e R$ 18,50/saca, no interior, e vendedor, de R$ 19,50 a R$ 20/saca. No porto, compradores a R$ 20/saca e vendedores a R$ 22/saca. No Rio Grande do Sul, os últimos negócios foram fechados a R$ 21,30/saca. No Mato Grosso, os preços são de R$ 12,50/saca em Sorriso e de R$ 14,50/saca em Rondonópolis. No mercado futuro da BM&FBovespa, as cotações fecharam em baixa, refletindo a fraqueza de negócios e a perspectiva de aumento da oferta de milho neste final de ano. Para entrega em novembro, o preço é de R$ 20,98/saca, referência para Campinas (SP). O dólar fechou o dia a R$ 2,3050, em queda de 3,15%, mas abriu a R$ 2,50, chegando a atingir a máxima de R$ 2,5320.

23/10 - SOJA: FUNDAMENTOS VOLTAM A DAR SUPORTE A PREÇOS EM CHICAGO

O mercado da soja chega ao final da semana com uma tendência de recuperação. Depois das seguidas quedas registradas na Bolsa de Chicago no início da semana, os preços do grão voltaram a entrar numa trajetória de alta, suportados por alguns fundamentos, influências externas e compra especulativas. Ontem, na bolsa americana, Os contratos com vencimento em novembro tiveram ganhos quase 3% e fecharam a US$ 8,8450 por bushel, enquanto as entregas para janeiro foram negociadas a US$ 8,8850, com ganhos de 23,75 cents. Com a recuperação de ontem, o mercado chega ao último dia de negócios dessa semana acumulando ganhos semanais de 2,02% para os contratos de novembro, 0,94% para os papéis de janeiro e 0,67% para março.De qualquer forma, o mercado ainda está incerto em relação à economia mundial e à consolidação de um quadro de recessão. Apesar disso, as exportações de soja dos Estados Unidos ainda demonstram força, sinalizando que existe demanda no mercado internacional, fator esse que reduz as pressões sobre os valores da soja. Dados divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostraram que as exportações semanais dos Estados Unidos foram 784,1 mil toneladas, volume dentro das expectativas do mercado, que previa um volume entre 600 mil e 900 mil toneladas. Outro motivo que tem dado suporte ao mercado são os baixos níveis de preços, já que, mesmo com a alta, as cotações ainda estão abaixo de US$ 9,00 por bushel. Essa condição sobre vendida do mercado com as recentes quedas nos últimos pregões abriram espaço para a recuperação de ontem. Aliado a esse fator, os preços tiveram suporte da demanda de exportação e das condições climáticas, que ainda ameaçam as lavouras americanas. Outro ponto de suporte para os preços da soja foi a valorização do petróleo no mercado internacional, que voltou a subir depois da possibilidade de redução na produção dos países da Opep e também na alta do mercado de ações americano. No mercado interno, os preços da soja na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) acompanham de perto a trajetória de Chicago. Ontem, o mercado também fechou em alta, com os contratos para março fechando o pregão em alta de 3% a US$ 20,00 por saca. No mercado físico, praticamente todas as praças de negociação também fecharam em alta. A maior parte dos negócios acabou sendo realizado durante a manhã, quando o dólar superou os R$ 2,50. Os ganhos só não foram maiores porque ao longo do dia o Banco Central voltou a fazer leilão da moeda americana, fazendo com que o dólar fechasse em baixa de mais de 3% a R$ 2,305.

23/10 - Boi Gordo: Bm&f tem forte queda

Cenário de crise internacional, enfim, atinge com intensidade o mercado de boi. Esalq cedeu, pela primeira vez durante a semana, saindo de R$ 91,76 para R$ 91,46. Nos estados de Mato Grosso, Paraná e São Paulo, vários frigoríficos estão fora das compras, cautelosos quanto a ausência de compras externas. Outros frigoríficos deram férias coletivas. Dourados, Cuiabá, norte do Tocantins e sudeste de Rondônia registraram recuo de R$ 1,00 na arroba. Somente Erechim e Santa Catarina registraram alta. No atacado, o corte traseiro recuou R$ 0,05/kg, e o dianteiro recuou R$ 0,15/kg.
Na Bm&f, o vencimento de outubro cedeu 113 centavos, cotando a arroba a R$ 88,97. A arroba pra novembro caiu 172 centavos e fechou os negócios valendo R$ 88,46, o vencimento de dezembro se desvalorizou 184 centavos e fechou a R$ 88,45.
O mercado de boi, na Bm&f, teve um dia de forte queda. A piora no cenário financeiro internacional, a renegociação de prazos e preços no comércio externo geraram as bases para a queda das cotações, visto a insegurança que se faz presente entre os investidores.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

22/10 – Milho: Chicago acompanha pessimismo e fecha em queda de 6,3%

Em dia tomado pelo pessimismo nos mercados, os preços do milho desabaram na Bolsa de Chicago (CBOT). Os contratos com vencimentos em dezembro, mais negociados, encerraram o pregão cotados a US$ 3,85/bushel, uma desvalorização de 26 cents 6,33%. A fuga dos investidores para ativos considerados seguros, como dólar e títulos do tesouro americano, fez disparar a cotação da moeda americana, que hoje atingiu o maior valor em quase dois anos na comparação com o euro.O índice dólar, que mede o desempenho da moeda americana em relação a uma cesta de divisas internacionais, avançou 2% e acumula alta de quase 13% nos últimos 30 dias. Essa valorização é negativa para as commodities já que os preços em dólar tendem a se ajustar ao poder de compra dessas moedas.
“Os traders continuam a procurar por razões pelas quais eles deveriaam operar commodities”, afirmou Dale Durchholz, analista da AgriVisor. “O que acontece com os fundamentos do mercado de milho realmente não importa”, observou. Para Durchholz, “desconstrução da demanda” é a expressão do momento diante dos possíveis efeitos de uma estagnação mundial.
Muitos traders começaram a semana esperançosa de que o mercado de milho já tinha estabelecido suas mínimas sazonais, mas essa avaliação perdeu credibilidade hoje. “Eu não sabia até que pontos os preços podiam subir, quando o dólar estava apanhado e nós tínhamos inflação, e agora não sei como será a deflação”, disse um trader. Por outro lado, as exportações americanas de milho têm sido relativamente fortes, “e quanto mais tempo os preços ficarem baixos, mais cresce a possibilidade de a demanda exceder as expectativas”, ponderou Durchholz.
Fonte: Broadcast

22/10 – Soja: Preços da soja fecham em queda de 5,4% na bolsa de Chicago

Influenciados pelo desempenho negativo de outros mercados e por vendas especulativas ao longo do dia, os preços da soja na bolsa de Chicago encerraram os negócios da quarta-feira em forte queda. Os contratos com vencimento em novembro foram negociados a US$ 257,30 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja caiu 250 pontos para 33,33 cents por libra.
As preocupações em relação à economia mundial continuam pressionado os mercados de commodities energéticas, que, por sua vez, derrubam os preços da soja. Aliado a esse fator, o fortalecimento do dólar contribui para jogar ainda mais para baixo o mercado e acentuar as perdas. Os operadores tentam medir o quanto uma recessão global poderia reduzir a demanda por alimentos, que ainda é a chave para afastar os compradores dos negócios.
No momento do fechamento dos agrícolas, em Chicago, o índice Dow Jones da bolsa de Nova York registrava perdas de 400 pontos, enquanto os preços do petróleo acumulam perdas de US$ 5,00 por barril. No sentido oposto, o dólar registrava fortes altas.
Entre os fundamentos, que limitam as quedas da soja, o mercado ainda enxerga uma boa demanda pelo grão dos Estados Unidos e ainda tem incertezas em relação à produtividade da safara americana. O DTN Meteorlogix prevê que o Meio-Oeste americano terá chuvas durante os próximos três dias, o que pode atrasar um pouco a colheita.
Amanhã, o Census Bureau’s vai divulgar o relatório de esmagamento de soja de setembro. A expectativa do mercado é de que tenham sido esmagados 121,1 milhões de bushels (3,50 milhões de toneladas). Ainda na quinta-feira, o ura nos Estados Unidos (USDA) vai divulgar o relatório de exportações semanais. O mercado prevê que tenham sido exportadas entre 600 mil e 900 mil toneladas de soja na última semana. Para o farelo, as estimativas projetam volumes entre 125 mil e 200 mil toneladas, enquanto para óleo são esperadas entre 5 mil e 15 mil toneladas. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Broadcast

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

22/10 - Boi Gordo: 4º dia de queda

Mercado físico do boi gordo teve comportamento distinto nas praças pesquisadas pela Scot Consultoria. Enquanto Paragominas e Goiânia tiveram alta de R$1,00 para a arroba, enquanto Campo Grande, Barra do Garças e Redenção tiveram recuo na arroba da mesma magnitude. Em São Paulo, as cotações se mantiveram estáveis, oscilando de R$88,0 a R$92,00, à prazo, livre do funrural, dependendo da necessidade de abate da região. No atacado, as cotações ficaram estáveis.
Na Bm&f, o vencimento de outubro cedeu 64 centavos, cotando a arroba a R$ 90,10. A arroba pra novembro caiu 152 centavos e fechou os negócios valendo R$ 90,18, o vencimento de dezembro se desvalorizou 168 centavos e fechou a R$ 90,29.
O mercado de boi, na Bm&f, teve um dia de realização. As incertezas provocadas pela procura simbólica da Rússia pela carne brasileira, sendo forte reflexo da crise financeira e as escalas mais longas dos frigoríficos levaram o mercado ao 4º dia consecutivo de queda. A queda das cotações teve contorno mais drástico graças aos mercados financeiros, que tiveram uma quarta-feira negativa, visto que o ibovespa teve que ativar novamente o circuit breaker, graças a oscilação superior a 10%.



22/10 - Café: Indice CRB fecha nas mínimas de 2 anos e café acompanha no dia

Na ICE Futures, o arábica fechou em baixa. O café chegou a tentar um avanço em NY, mas as cotações recuaram seguindo perdas em outros mercados e a valorização do dólar em relação a outras moedas. As bolsas de valores do mundo inteiro derreteram relembrando ao mundo que os períodos é de crise. O índice de commodities CRB caiu para o nível mais baixo em dois anos. O petróleo recuou mais uma vez e outras bolsas seguiram, com o café acompanhando esta movimentação. O vencimento para dezembro fechou a 112,20 centavos de dólar por libra peso, com desvalorização de 2,05 centavos.
Pouco mais de 8,4 mil lotes foram negociados no mercado da ICE, além de 2,8 mil opções de compra e 2,3 mil opções de venda.
Os estoques na ICE Futures caíram 5.672 sacas em um dia.
Na Liffe os contratos futuros de café robusta encerraram está quarta-feira em queda acompanhando o mercado da ICE. O vencimento para novembro fechou o dia com queda de 30 dólares, cotado a 1.710.
Fechamento do mercado:

Contratos em aberto:




21/10 - SOJA: PREÇO EM CHICAGO SOBE 3,9% E VOLTA A FICAR ACIMA DE US$ 9,00/BU

Os preços da soja em Chicago fecharam em alta pelo segundo pregão consecutivo e voltaram a ficar acima dos US$ 9,00, fato que não ocorria desde o início da semana passada. Os contratos com vencimento em novembro encerraram os negócios de ontem a US$ 9,28 por bushel, com ganhos de 3,91%, depois de terem alcançado a máxima de US$ 9,38. Segundo alguns analistas de Chicago, o mercado de soja se recupera que fortes perdas registradas nas últimas semanas, durante o período de grande oscilação do mercado financeiro. O mercado ainda segue de perto dos movimentos da bolsa de Nova York, do petróleo e do dólar. O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York apresentava ganhos de 600 no momento de fechamento do mercado da soja, quanto o petróleo também subia e o dólar tinha perdas no mercado internacional. Segundo o broker da Advance Trading, Jay Fitzgerald, "o mercado estava sobre vendido, o que estimulou uma recuperação". Enquanto o mercado se recupera das recentes perdas, Fitzgerald disse que os recentes dados sobre produtividade do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estão super estimados, o que deve dar algum suporte no médio prazo. Além dos fatores ligados ao mercado financeiro, que ainda têm grande influência sobre os preços da soja, alguns corretores informaram que o governo chinês voltou às compras com objetivo de recompor estoques estratégicos e estimular o plantio de soja pagando preços 15% acima do mercado. Algumas estimativas mostram que foram adquiridas 1,5 milhão de toneladas no mercado doméstico chinês, fazendo a bolsa local atingir o limite de alta. No mercado futuro brasileiro, o dia foi de poucos negócios, mas os preços da soja voltaram a subir. Os contratos com vencimento em outubro fecharam o dia a US$ 22,20, valorização de 8,82% em comparação ao resultado da última sexta-feira. Alguns corretores atribuíram a forte alta a dois motivos. O primeiro deles é que os preços da BM&F acompanharam os resultados da soja em Chicago. Além disso, com o baixo volume de negócios, os poucos contratos comercializados foram suficientes para fazer os preços atingirem os picos do dia. No mercado doméstico, a safra da América do Sul, especialmente do Brasil, já começa a preocupar com a falta de crédito para o plantio, o que pode gerar redução na produtividade. Aliado a esse fator, a queda nos preços em Chicago também preocupa, visto que a rentabilidade em algumas regiões se aproxima do seu limite. Segundo levantamento da Célere, considerando um custo de R$ 30 por saca, o preço que o produtor conseguiria pela soja exportada a partir de Rio Verde seria de R$ 33,80. A situação mais crítica é em Rondonópolis, onde o valor recebido pelo produtor seria de R$ 31,70 com o atual preço de Chicago, para um estimado em R$ 30,00 por saca. "Tomando como referência as variáveis de formação de preço no porto de Paranaguá, os níveis atuais de preços negociados no mercado externo da soja retiram praticamente a margem do produtor, principalmente na região centro-oeste. Tal fato não é novidade devido aos gargalos que o mesmo enfrenta para levar sua produção ao mercado exportador", diz relatório da consultoria.
Fonte: Broadcast

22/10 (Manhã) MILHO: MT PREVÊ REDUÇÃO DE MAIS DE 25% NA ÁREA DA SAFRINHA

A redução na área plantada com milho safrinha em 2009 deve superar os 25% já estimados no Mato Grosso se o acesso ao crédito continuar difícil e a comercialização se restringir ao mercado interno, a preços menos favoráveis. A avaliação foi feita ontem pelo superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea), Seneri Paludo, em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo. O Mato Grosso é o Estado que cultiva a maior área com milho segunda safra. Neste ano, foram 1.656 mil hectares, contra 1.518 mil hectares do Paraná. Segundo Paludo, em agosto o Imea já previa uma queda de 25% na área da safrinha 2009 por conta do aumento do custo de produção - de 50% - e dos preços menos remuneradores do milho neste segundo semestre. Neste ano, as exportações não devem chegar a 50% do que o Brasil embarcou para o exterior no ano passado, e os estoques do produto têm pressionado as cotações. "O milho safrinha ainda é uma incógnita, mas se o cenário não mudar no curto prazo a redução de área pode ser ainda maior", afirmou Paludo. Ele se referia à restrição de financiamento para o plantio, com a interrupção nas operações de troca por insumos. O mercado deve ter uma idéia melhor sobre a safrinha no Mato Grosso a partir de novembro, quando os agricultores iniciam o planejamento do plantio, que começa no final de janeiro. O superintendente do Imea disse que há "um grande volume" de milho no Estado. Na última safra, os produtores do Estado colheram 77 sacas por hectare - "a maior produtividade da história" - ante 64/66 sacas por hectare até então. Sem exportações para enxugar o excedente de oferta, o governo tem sido, segundo ele, "extremamente feliz" nas operações de apoio à comercialização. "Se não fosse o governo a questão seria pior ainda e a redução poderia ser maior", disse. Hoje, o governo realiza mais dois leilões de milho no Mato Grosso. No leilão de prêmio de risco (Prop), incentivo dado ao setor privado para a transferência do produto para o Nordeste, norte de Minas Gerais e Espírito Santo, serão ofertados 2 mil contratos de 27 toneladas. No leilão de contratos de opção, no qual o comprador é o próprio governo, a oferta será de 11.111 contratos. Em ambas a operação, o produtor receberá R$ 14,52/saca pelo milho. No mercado local, os preços variam de R$ 11/saca em Sapezal, R$ 12/saca em Sorriso e Lucas e R$ 13/saca em Rondonópolis. Os negócios são feitos da mão para a boca, pois os consumidores esperam preços mais baixos quando a necessidade de esvaziar armazéns ou fazer caixa levar ao mercado um maior número de vendedores. Com o ritmo lento dos negócios, o destaque na tarde de segunda-feira e ontem foi a presença de exportadores no mercado. Segundo corretores, tradings pagaram R$ 19,30/saca no interior do Paraná no final da tarde de ontem e R$ 20,50/saca no porto nesta terça-feira. Apesar da alta do dólar nesta terça-feira - 5,62%, fechando a R$ 2,23 - nada indica que a exportação ganhe volume nos próximos dias. Depois de breve recuperação, os preços futuros do milho voltaram a cair na Bolsa de Chicago. Independente dos preços fechados nos contratos para exportação, a maioria dos vendedores segue pedindo R$ 19/saca no norte e oeste paranaense e R$ 21/saca na região dos Campos Gerais.
Futuros fecham em queda na Bolsa de Chicago
Os contratos do milho negociados na Bolsa de Chicago fecharam em queda nesta terça-feira. O dia foi negativo também para as outras commodities, influência direta do mercado financeiro e do petróleo. Analistas disseram à Dow Jones que o mercado do milho continua influenciado por fatores externos, mas o clima nos Estados Unidos começa a ser observado mais atentamente. Segundo apurou a agência de notícias, o tempo úmido no cinturão do milho pode atrasar os trabalhos de colheita e oferecer suporte ao mercado. Há possibilidade de neve no Estado de Nebraska para os próximos dias. O contrato do milho com vencimento em dezembro fechou com queda de 7,50 cents, a US$ 4,11 por bushel.

21/10: Ibovespa - Muitas indefinições e mercado em baixa

A terça-feira foi uma típica sessão de realização de lucros na Bovespa, com os investidores encontrando suporte nas baixas em Nova York para embolsar parte dos lucros da véspera, quando o Ibovespa subiu mais de 8%. Após as 16 horas, a diminuição das perdas em Wall Street permitiu a recuperação dos negócios domésticos, amparados ainda na reversão da queda nas ações da Petrobras e aceleração da alta dos papéis da Vale. O índice doméstico chegou a trabalhar no azul, mas não se sustentou. A volta de Petrobras para o vermelho e a nova ampliação das baixas nos Estados Unidos levaram o Ibovespa à queda.
No encerramento, o índice e registrou declínio de 1,01%, aos 39.043,39 pontos - de 38.083 pontos na mínima (-3,44%) e 39.980 pontos na máxima (+1,37%). O volume financeiro somou R$ 4,382 bilhões. No mês, o índice acumula perda de 21,19% e no ano, de 38,89%.
"As notícias têm reforçado a determinação dos governos e dos bancos centrais em injetar recursos nos bancos e no mercado", afirmou um experiente profissional do mercado financeiro, destacando hoje o pacote de ajuda aos fundos mútuos de mercado monetário nos EUA. "E isso é positivo", afirmou. "Mas o mercado segue com tom negativo por conta da expectativa de recessão. E os indicadores macroeconômicos não têm vindo nada bons", ponderou o profissional. O plano a que ele se refere é a decisão do Fed de financiar até US$ 540 bilhões em compras de dívida de curto prazo dos fundos mútuos de mercado monetário.
Em Wall Street, o noticiário corporativo ofuscou a melhora nos mercados de crédito no exterior e manteve os índices acionários pressionados em território negativo na maior parte do dia. A gigante industrial DuPont e as empresas de tecnologia Texas Instruments e Sun Microsystems divulgaram alerta de resultado, enquanto as taxas de empréstimo entre os bancos seguiram registrando declínio, uma indicação de que o dinheiro começa a fluir no mercado de crédito. À tarde, as bolsas reduziram o declínio, coincidindo com a divulgação do montante de US$ 540 bilhões de ajuda aos investidores do mercado monetário.
A criação do plano já era conhecida desde a manhã, mas o valor só foi noticiado à tarde, e não tinha sido confirmado pelo Fed até o fechamento deste texto. Em Nova York, o Dow Jones encerrou em queda de 2,50%, aos 9.033 pontos; o S&P-500 recuou 3,08%, aos 955 pontos; e o Nasdaq Composite cedeu 4,14%, aos 1.696 pontos. "E a Bovespa está sem tendência, colada nas bolsas dos Estados Unidos. Se lá melhora, aqui melhora e vice-versa", resumiu o diretor de uma corretora em São Paulo. No mercado de crédito, a Libor para empréstimos em dólar para três meses estava em 3,83375%, a mais baixa desde 30 de setembro, de 4,05875% ontem.
Ainda do exterior, a queda nos preços do petróleo corroborou o declínio do Ibovespa, em razão do efeito sobre as ações da Petrobras - apesar de os papéis mostrarem um ensaio de melhora à tarde. Na Nymex, o contrato para novembro da commodity, que venceu hoje, terminou a jornada com queda de 4,53%, a US$ 70,89. Na Bovespa, as preferenciais da Petrobras recuaram 1,54% e as ON caíram 0,98%.
As ações da Vale, por sua vez, sustentaram os ganhos até o final. Conforme apurou a jornalista Lucia Kassai, do AE Empresas & Setores, os papéis encontraram suporte na expectativa positiva em torno dos resultados da Vale, que serão divulgados na quinta-feira, e em rumores, negados pela mineradora, de que a companhia teria feito nova oferta de compra da anglo-suíça Xstrata. Vale PNA encerrou o dia em alta de 1,15% e Vale ON subiu 1,02%.
As ações do setor da construção seguiram entre as maiores altas do Ibovespa, ainda sob efeito da sinalização de que governo brasileiro poderá ajudar as empresas da área em meio aos efeitos da crise financeira internacional, que tende a reduzir a oferta de crédito. O ministro da Fazenda Guido Mantega, informou que o governo está elaborando um sistema para viabilizar de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões para financiamento ao setor. Rossi Residencial ON subiu 11,94% e liderou os ganhos no índice, seguida por JBS ON (+10,39%) e Gafisa ON, com +7,41%.
As maiores quedas do índice foram registradas por: ALL Unit (-11,79%), BM&FBovespa ON (-5,91%) e Tim Participações PN (-5,87%).(

21/10 - Café: Mercado continua com dificuldade de encontrar tendência

O mercado de café em NY fechou com 90 pontos de alta cotados a 115,40 cents para dezembro, enquanto na BMF o primeiro vencimento, também para dezembro fechou a 132,90 com 30 pontos de baixa. O mercado de café continua acompanhando o cenário financeiro e encontra dificuldade para entrar em tendência, tanto de alta quanto de baixa.
Contudo, hoje o mercado de café teve um bom comportamento, enquanto o CRB (índice das commodities) caiu 1,62% e o petróleo (commoditie com maior participação no CRB) despencou 4,53%.
Aparentemente, o mercado de café esta encontrando um piso, principalmente mediante aos seus fundamentos altistas. Somente a falta de crédito no mercado financeiro e conseqüentemente a falta de liquidez poderá dificultar os movimentos de alta nesse mercado. Fora isso, o mercado poderá recuperar bem à medida que a crise encontrar o seu antídoto.

Fechamento do mercado:


Contratos em aberto:


terça-feira, 21 de outubro de 2008

21/10 - Boi Gordo: Cotações na Bm&f cedem pelo 3º dia consecutivo

Como os frigoríficos tem escala fechada, pela semana, mantiveram-se fora das compras tentando pressionar as cotações da arroba, porém ofertas abaixo de R$92,00, a prazo, para descontar o funrural, na praça paulista, não encontra ofertas, esse fato tem mantido estável o mercado físico. A oferta de gado no norte do país é mais escassa o que pressiona os preços. No oeste da Bahia a arroba subiu para R$77,00, a prazo, livre do funrural, no oeste do Maranhão as ofertas pela arroba são de R$84,00, a prazo, livre do imposto, em Rondônia, as cotações chegam a R$84,00 a arroba, a prazo, para descontar o funrural. No atacado, os preços cederam, o corte traseiro sai a R$6,50/Kg e o dianteiro 4,90/Kg.
Na Bm&f, o vencimento de outubro cedeu 23 centavos, cotando a arroba a R$ 90,74. A arroba pra novembro caiu 45 centavos e fechou os negócios valendo R$ 91,70, o vencimento de dezembro se desvalorizou 4 centavos e fechou a R$ 91,97. Mercado calmo e com pouco volume de negócios.
O mercado de boi, na Bm&f, teve um dia de realização. O Uruguai segue sofrendo com a crise financeira, uma vez que a falta de crédito é refletida nos decepcionantes números de exportação. Em Goiás, a restrição na oferta de fêmeas preocupa, uma vez que, o abatimento de fêmeas reduziu o gado pronto para abate, nessa época do ano, onde o gado confinado perde volume. As cotações na Bm&f seguem cedendo, na contramão do indicador Esalq que se sustenta, o temor quanto a redução da demanda russa, cria a expectativa de excesso de oferta interna, a queda só não é maior por conta da possibilidade da União Européia volta a importar com maior volume.





20/10 - MILHO: CHICAGO TEM FORTE ALTA COM COBERTURA DE POSIÇÕES



Coberturas de posições vendidas impulsionaram os preços do milho na Bolsa de Chicago (CBOT). Os contratos para entrega em dezembro, mais movimentados, encerraram o pregão com valorização de 15,50 cents ou 3,85%, cotados a US$ 4,1850/bushel, perto da máxima de US$ 4,20/bushel. Analistas alertaram que o salto deve-se mais a uma correção das perdas recentes do que à confiança dos investidores no potencial de alta do milho. "Apesar da forte queda recente, ainda há poucos compradores no mercado", ponderou um analista. A valorização do petróleo e o bom desempenho das bolsas de valores também deram suporte ao milho. Em Nova York (Nymex), o barril fechou em alta de 3,34%, sustentado pela ameaça de corte na produção dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Já o índice Dow Jones teve ganho de 4,67%. Traders disseram que o milho pode continuar subindo no curto prazo, mas ponderaram que o avanço da colheita americana deve limitar os ganhos. De acordo com relatório divulgado há pouco pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 32% da safra 2008/09 foi colhida até ontem.

20/10: Ibovespa – Novo pacote? ... Novo estímulo?

A possibilidade de um novo pacote americano para enfrentar a crise renovou a expectativa do mercado que trabalhou em alta todo o pregão. No fechamento, o Ibovespa registrou elevação de 8,36%, aos 39.441,08 pontos - de 36.401 pontos na mínima (+0,01%) e 39.453 pontos na máxima (8,39%). O volume financeiro, inflado pelo vencimento de opções sobre ações, somou R$ 5,128 bilhões.
Não faltaram notícias benignas. Coréia do Sul, Suécia, Holanda, Reino Unido e França foram alguns dos países que ocuparam o noticiário com mais anúncios de intervenções governamentais - imediata ou em planejamento contra a crise.
Da pauta macroeconômica nos Estados Unidos, o Conference Board informou que o índice de indicadores antecedentes em setembro subiu 0,3%, para 100,6 pontos, ante queda de 0,9% em agosto - dado revisado de um declínio de 0,5%. Economistas esperavam um recuo de 0,2%. Esta foi a primeira alta do índice em cinco meses. De acordo com Ken Goldstein, economista-chefe Conference Board, "os dados mais recentes sugerem que as condições da economia que está fora do setor financeiro não estão desmoronando. Os dados apresentados são um reflexo de uma economia em contração, mas não em queda livre", disse.
Contudo, a semana esta apenas começando e ainda tem muita coisa pra rolar, principalmente a divulgação dos balanços tanto das empresas no exterior quanto aqui no Brasil.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

20/10 - Soja: Preços voltam a subir com suporte de outros mercados



Os preços da soja na Bolsa de Chicago fecharam o pregão desta segunda-feira em alta, com suporte de um rally registrado ao longo do dia. Os contratos com vencimento em novembro encerraram os negócios de hoje a US$ 9,28 por bushel, com ganhos de 18 cents, depois de terem alcançado a máxima de US$ 9,38. O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York apresentava ganhos de 600 no momento de fechamento do mercado da soja. Além disso, o petróleo registrava ganhos, enquanto o dólar apresentava enfraquecimento no mercado internacional. Os derivados da soja se beneficiaram dos ganhos de outros mercados e também fecharam em alta. As entregas do farelo para dezembro fecharam em alta de 70 cents a US$ 256,70 por tonelada curta, enquanto as cotações do óleo com vencimento em dezembro subiram 192 pontos para 39,21 centavos de dólar por libra-peso. Segundo o broker da Advance Trading, Jay Fitzgerald, os derivados da soja ficaram praticamente estáveis devido ao movimento de outros mercados. No caso da soja, ele disse que "o mercado estava sobrevendido, o que estimulou uma recuperação". Enquanto o mercado se recupera das recentes perdas, Fitzgerald disse que os recentes dados sobre produtividade do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estão muito elevados, o que deve dar algum suporte no médio prazo. Segundo analistas, os produtores continuam retraídos, deixando o mercado com muito pouca atividade. "Eles não estão vendendo, nem comprando nada", disse Fitzgerald. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Broadcast

20/10 - Boi Gordo: Cotações na Bm&f cedem, em dia de poucos negócios

Mercado físico de boi gordo teve uma segunda-feira calma, com vários frigoríficos fora das compras, na tentativa de derrubar as cotações da arroba. As escalas, nas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, são capazes de fechar a semana, graças aos bois a termo que serão disponibilizados. Em São Paulo, a arroba é cotada entre R$92,00 a R$ 93,00, a prazo, para descontar o funrural. No sudoeste do Mato Grosso, a arroba é negociada a R$ 84,00, a prazo, para descontar o funrural, já o norte do Tocantins cota a arroba a R$ 83,00, a prazo, livre do funrural. No mercado atacado paulista, os preços se mantiveram estáveis.
Na Bm&f, o vencimento de outubro cedeu 1 centavo, cotando a arroba a R$ 90,97. A arroba pra novembro caiu 35 centavos e fechou os negócios valendo R$ 92,15, o vencimento de dezembro se desvalorizou 19 centavos e fechou a R$ 92,01. Mercado calmo e com pouco volume de negócios.
O mercado de boi, na Bm&f, teve um dia bem negativo, na contramão das demais commodities, que registraram um dia de alta. Os frigoríficos tentam pressionar as cotações, ficando longe das compras e com escalas que atendem a semana, porém a oferta de gado se mantém escassa, e assim com os confinamentos com menos cabeças, o pecuarista fica em situação confortável para reter gado. Como o mercado interno está aquecido fica perspectiva de que os contratos de gado, negociado em Bm&f, devem se manter firmes, visto os fundamentos.